É Proibido Perceber Ou Proibido Perguntas?

Salvo engano, sou um simples jornalista desse país que está, graças a Deus, em plena posse de seu talento e de sua linguagem. Durante meus 6 anos de profissão, tive o prazer de aprender um pouco sobre a Constituição Brasileira e sobre o Código Penal Brasileiro, além de um pouco sobre Judiciário com o insigne Ives Gandra da Silva Martins, advogado e Doutor em Direito. Dito isso, sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar um ponto que me parece relevante e que não tem sido destacado pela imprensa, preocupada em aplaudir a “coragem” do Poder Judiciário de legislar no lugar do “Congresso Nacional”, que teria se omitido em “aprovar” os projetos sobre a questão aqui tratada. 

 

A questão que me preocupa é este ativismo judicial, que leva a permitir que um Tribunal eleito por uma pessoa só substitua o Congresso Nacional, eleito por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que além de Poder Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o Legislativo deixou de cumprir as suas funções.


Uma democracia em que a tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se tornar ditadura, se o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua poder de invadir as funções de outro. E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte não deu ao Judiciário tal função, pois nas “ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” IMPÕE AO JUDICIÁRIO, APESAR DE DECLARAR A INÉRCIA CONSTITUCIONAL DO CONGRESSO, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma. 

 

Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o § 2º do art. 103, ao colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como se poder legislativo fosse, deixando de ser “guardião” do texto supremo para se transformar em “Constituinte derivado”.


Se o Congresso Nacional tivesse coragem poderia anular tal decisão, baseado no artigo 49, inciso XI da CF, que lhe permite sustar qualquer invasão de seus poderes por outro poder, contando, inclusive, com a garantia das Forças Armadas (art. 142 ‘caput’) para garantir-se nas funções usurpadas, se solicitar esse auxílio. 

 

Num país em que os poderes, todavia, são de mais em mais “politicamente corretos”, atendendo o clamor da imprensa – que não representa necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de sustar a invasão de seus poderes pelo Supremo Tribunal Federal, nem o Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal poder da República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação que oferta uma interpretação “conforme a Constituição.

Sepultando Um Natimorto – II.

Em recente mensagem publicada no seu blog, o Sr. Thiago Fiago reclama que tomei “uma simples imagem analógica usada em sala (à guisa de exemplo para uma platéia bastante heterogênea) com o intuito de mostrar cabalmente que confundia eu ali, ao final das contas, o eidos, quer dizer, a forma inteligível do STF, com os seus acidentes individuantes, a respeito da “união homoafetiva”.

Releiam o que escrevi a respeito aqui no meu blog e confiram se o sr. Thiago Fiago, tentando provar sua impotência humana de conhecer essências por intuição, não usou como exemplo a impossibilidade de apreender “a essência de um copo envenenado” (sic). Digam-me em seguida se quem erra sou eu ao dizer que o STF roubou desavergonhadamente uma função do Legislativo e agregou a isso o crime de adulterar a Constituição.

Pego em flagrante burrada, o Sr. Thiago Fiago poderia, sem abdicar da sua tese e sem passar vergonha nenhuma, ao menos confessar que o artigo em seu blog é ruim, inepto, grotesco. Mas não. “Repetidor do magistério infalível”, ele não pode reconhecer que falhou nem mesmo num detalhe. Fiel ao seu hábito, ele nem confessa o erro nem tenta defendê-lo: muda de assunto. Foge ao ponto em discussão e camufla o vexame sob uma longa e eruditíssima argumentação anti-homofóbica.

Ora, por mais certa, exata e infalível que fosse essa segunda série de argumentos, ela não teria jamais o dom miraculoso de tornar retroativamente aceitável o exemplo do meu artigo, com o qual ilustrei, não a teoria intuicionista ou qualquer outra, mas a confusão mental do Sr. Thiago Fiago, sua escassa confiabilidade de pensador e advogado.

Notem que, na breve análise que fiz do malfadado exemplo, não apresentei nenhum argumento em favor do intuicionismo, apenas mostrei a inépcia de uma crítica em particular feita a essa teoria no curso de uma “aula” do Sr. Thiago Fiago. Qualquer pessoa que saiba ler percebe que o assunto ali não era intuicionismo nem anti-intuicionismo, mas uma performance pedagógica deplorável. Se o autor da performance finge que não percebeu nada e desvia a conversa para uma eruditíssima refutação “fiaguista” do intuicionismo, só demonstra com isso, novamente, a sua propensão compulsiva de fugir dos fatos deprimentes para o reino maravilhoso das abstrações e teorias, com a vantagem adicional de exibir cultura e simular superioridade mediante o uso daquele seu característico tom professoral, um estilo que pode enganar o seu público usual mas que, para o leitor dotado de alguma cultura literária, revela apenas um mau-gosto dos diabos (o estilo que o falecido Pol Pot, com precisão cruel, denominava “penteadeira de velha”).

O mais ridículo de tudo é o sujeito não perceber (ou fingir que não percebe) que mesmo a melhor argumentação anti-homofóbica do mundo, feita ex post facto sob outros e novos argumentos, colhidos ao longo da semana em tratados escolásticos falsificados pelo GGB, nem poderia responder à minha crítica nem jamais dar ares de respeitabilidade retroativa àquela desastrada tentativa de exemplificação pedagógica, que vexame foi e vexame continuará sendo pelos séculos dos séculos, até que o Sr. Thiago Fiago desça do pedestal e consinta em impugná-la ele próprio, como o faria em lugar dele qualquer estudioso honesto, ao menos para salvar a honra da própria teoria que defende.

Desviando a discussão para o tema do intuicionismo em si, o Sr. Thiago Fiago, como sempre faz, foge do específico para o genérico e tenta dar a aparência de grande debate filosófico àquilo que é apenas um esforço desesperado para disfarçar a vergonha que passou.

Parece um menino que, tendo feito cocô nas calças, tentasse provar maturidade exibindo profundos conhecimentos de fisiologia da defecação.

É patético.

Sepultando Um Natimorto – I.

Já dizia meu velho avô: “Contra factum non argumentum est.”

A coisa mais fácil do mundo seria o Sr. Thiago Fiago reconhecer o óbvio e publicar em seu blog uma notinha: “De fato, alterei o sentido das palavras do sr. Wellington Monteiro e da Constituição Federal, e com isso arrisquei trazer dano injusto à sua reputação. Desculpe o vexame. Assunto encerrado.”

Lembro-me de ter cometido pecado similar, não por intenção maliciosa mas por genuína ignorância palpiteira, contra o já falecido Prof. Najib Almodovar (meu professor de geografia nos tempos de colégio). Repassei levianamente uma história que ouvira de gente da colégio, acusando-o de haver torturado sua esposa. Ele veio falar comigo, provou que eu havia feito caca, e não tive remédio senão pedir desculpas em público, o que não é desonra nenhuma, é aliás o contrário de uma desonra.

Mas o Sr. Thiago Fiago tem aquela inflexibilidade do mentiroso obstinado, que, quando pego de calças na mão, se enrijece de orgulho e, subindo um pouco mais alto na escala da sua santidade imaginária, dispara contra o queixoso uma saraivada de dogmas jurídicos perfeitamente alheios ao caso e, por isso mesmo, tanto mais impressionantes.

Na platéia de seus leitores (que los hay, los hay), não faltaram vozes de apoio para secundá-lo, repetindo o truque com fidelidade admirável, contornando meticulosamente o fato concreto e desdobrando-se nas mais lindas considerações doutrinais contra o conhecimento alheio às leis constitucionais, a liberdade de consciência, o modernismo teológico e não sei mais quantas coisas das quais me imaginavam o representante e porta-voz oficial do Movimento Gay.

É como se eu, surpreendido pela empregada de casa em flagrante punheta no sofá da sala, convocasse meus amigos para esmagar a infeliz testemunha sob uma tempestade de citações da Suma “liberdade de sexualidade”.

É um tanto deprimente ter de lembrar a essa legião de sábios advogados constitucionais (tsc.) que os defeitos da vítima, reais ou imaginários, não autorizam ninguém a infringir contra ela o Oitavo Mandamento. Aliás, se cometi tantos erros, se tão rico e variado é o repertório dos meus pecados, para que inventar mais um, acusando-me logo daquilo que não fiz?

Se o Sr. Thiago Fiago confessasse ter lançado contra mim uma acusação falsa, de me chamar de “poser de jurista”, de expor a falsa situação endêmica de homofobia desse país, de citar a Constituição do país mais ateu das américas (Canadá) para explicar (leia-se dissimular) o Golpe de Estado que o STF, regido por estelionatários, aplicou nesse país e no povo brasileiro ao contradizer a Constituição que define apenas o casal composto por HOMEM E MULHER como núcleo familiar, que em nenhum momento dá vazão a outro núcleo, distorcer desavergonhadamente o preceito constitucional e maqueá-la com a falsa pregação dos “direitos da pessoa humana”, recuperaria ao menos um pouco de credibilidade para alegar, em seguida, que as demais acusações eram verdadeiras (tsc.).

Agindo como agiu, só conseguiu desmoralizar a todas elas de uma vez, emporcalhando-as com a mancha do falso testemunho e poupando-me o trabalho de desmentir, uma a uma, todas as lutas que a comunidade gay diz participar para poder ter direitos reconhecidos e viver com dignidade.

Nova demonstração de sua renitente soberba forneceu-nos ele ao publicar em seu blog um malfadado artigo em que, supostamente, rebate o meu artigo sobre o Golpe de Estado e, segundo ele, seria um ¨espancamento intelectual¨, sem mencionar nem por alto o fato de que seu artigo trazia consigo a total desmoralização do próprio autor enquanto tentativa de humilhar um “pobre coitado poser de jurista”.

Não custava nada o sr. Thiago Fiago reconhecer: “É, eu estava errado. Santos dizem palavrões, sim. O “poser de jurista” não está necessariamente excluído da glória eterna do “Brasil sem homofobia” só por ter expressado suas reservas contra os pontos de vista do meu grupo.”

Mas não. Ele não pode dar o braço a torcer. Não pode recuar um só milímetro da pose de infalibilidade, ostentada em atos e feitos que as proclamações verbais de humildade não atenuam nem um pouco. Anunciando o seu artigo sem comentários, dá a entender que ele não significa nada, e sai assobiando com o ar mais inocente do mundo, como se a coisa não fosse com ele.

Até onde irá esse professor de doutrina na sua obstinação insensata de mostrar que na vida real, fora da confortável esfera das citações eruditas, não entende uma só palavra dos mandamentos divinos?

PS. – Ao fim de uma eruditíssima nota na qual novamente foge do fato para o reino encantado das discussões doutrinais, o Sr. Thiago Fiago, anunciando desmantelar um “sofisma”, declara:

“Se, como alguns querem fazer crer, o tratar os outros por nomes obscenos se justificaria pelo fato de Wellington Monteiro tê-lo feito a alguma altura de sua vida, então também o cometer adultério se justificaria pelo fato de Santa Maria Madalena tê-lo cometido a alguma altura de sua vida.”

Sofisma, mesmo, é isso. A minha pessoa usou de argumentos plausíveis, dentro do campo da razão, numa polêmica contra a rebelião Fiagiana contra a realidade, e não consta que Sta. Maria Madalena cometesse adultério em defesa da Igreja. Thiago Fiago, largue de palhaçada teológica-jurídica e arranje um emprego decente.

PLC-122: Lei Absurda. (Recado Aos Srs. Parlamentares Homossexuais Chantagistas).

Ilustres senhores parlamentares homossexuais chantagistas: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, esse lixo de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro.

Não vou cumpri-la.

Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca!

Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.

Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.

Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama.

Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.

Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer.

As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades.

Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.

Quem, aprovada a PLC 122/ 06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste.

 

Tenho dito!

Foro De São Paulo: Encontro De Facções Esquerdistas e Organizações Criminosas.

Ao longo de seus dezessete anos e meio de atividade, não se observa nas atas das assembléias e grupos de trabalho do Foro de São Paulo a menor divergência, muito menos conflito sério, entre as centenas de facções de esquerda que o compõem. Todas as declarações finais foram assinadas pela unanimidade dos participantes (cf. transcrição das atas e assinaturas em “Atas do Foro de São Paulo”). Nenhuma das queixas e recriminações vociferadas pelos antipetistas de esquerda na mídia que eles mesmos chamam de direitista e burguesa foi jamais levada às discussões internas do Foro, o que prova que a esquerda latino-americana permanece unida por baixo de suas divergências de superfície, por mais que estas impressionem a platéia ingênua.

As ações do Foro prolongam-se muito além daquilo que consta das atas. Segundo confissão explícita do sr. ex-presidente da República, os encontros da entidade são ocasião de conversações secretas que resultam em decisões estratégicas de grande alcance, como, por exemplo, a articulação internacional que consolidou o poder de Hugo Chávez na Venezuela (ver o documento oficial em “Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo” e comentário em Lula, réu confesso”). Estas decisões e sua implementação prática subentendem uma unidade estratégica e tática ainda mais efetiva do que aquela que transparece nas atas.

Segundo as Farc, a criação desse mecanismo coordenador salvou da extinção o movimento comunista latino-americano e foi diretamente responsável pela ascensão dos partidos de esquerda ao poder em várias nações do continente. (ver Comissão Internacional das Farc, “Saudação à Mesa Diretora do Foro de São Paulo, 16 de janeiro de 2007”, significativamente já retirado do ar, mas recuperável em

http://web.archive.org/web/20070310215800/www.farcep.org/?node>2,2513,1 .

As declarações de solidariedade mútua firmadas no Foro de São Paulo entre partidos legais e organizações criminosas (ver por exemplo X Foro de São Paulo, “Resolução de Condenação ao Plano Colômbia e de Apoio ao Povo Colombiano”) não ficaram no papel, mas traduziram-se em ações políticas em que as entidades legais eram instantaneamente mobilizadas para proteger e libertar os agentes das Farc e do Mir presos pelas autoridades locais (explicarei isto melhor, com os documentos respectivos, num próximo artigo).

Na pesquisa histórica, na investigação policial, nos processos judiciais, na ciência política ou em qualquer discussão pública que se pretenda mais séria do que propaganda eleitoral ou conversa de botequim, o princípio mais elementar e incontornável é que os documentos de fonte primária são a autoridade absoluta, o critério último de arbitragem entre as hipóteses e opiniões.

Trinta anos de definhamento intelectual sem precedentes no mundo civilizado tornaram esse princípio inacessível e incompreensível às mentes dos formadores de opinião neste país, principalmente aqueles que a mídia considera mais respeitáveis e dignos de ser ouvidos.

A idéia mesma de “prova”, sem a qual não existe justiça, nem ciência, nem honestidade, nem muito menos a possibilidade da ação racionalmente conduzida, desapareceu do horizonte de consciência desses indivíduos, que se rebaixaram assim à condição de criancinhas mentirosas, apegadas a sonsos jogos de palavras para fazer desaparecer por mágica os fatos que as desagradam ou que por outro motivo qualquer desejam ocultar.

Não digo apenas que se tornaram desonestos: abdicaram por completo da capacidade de distinguir o honesto do desonesto, o certo do errado, o verdadeiro do falso. Uns fizeram isso por sacrifício voluntário no altar de suas crenças políticas, outros por presunção vaidosa, outros por comodismo, outros por mera covardia.

Confiado neles, o Brasil cometeu suicídio intelectual, tornando-se um país incapaz de acompanhar sua própria história presente com aquele mínimo de consciência alerta cuja presença distingue a vigília do sono.

Jamais, na história da mídia mundial, tantos traíram ao mesmo tempo sua missão de investigar e informar.

Raciocínio Lógico.

Quando alguém quer acusar o Brasil de racista, alega que a proporção de negros entre as vítimas de homicídios é maior do que entre a população em geral. O argumento não prova que a causa do fenômeno seja o racismo branco, pois para isso seria preciso que os autores daqueles crimes fossem predominantemente brancos – e o fato é que não são. Mas o cálculo demonstra, em todo caso, que no Brasil é mais perigoso ser negro do que branco, independentemente da origem racial do perigo.

Por que então não se usa jamais o mesmo método para provar que os gays são vítimas preferenciais de violência? O motivo é óbvio. Se os homossexuais são quatorze por cento da população, eles só podem ser considerados uma comunidade mais ameaçada que as outras caso a proporção deles no total de brasileiros assassinados exceda quatorze por cento. Mas, como já vimos nesta coluna, tudo o que os porta-vozes do movimentogay conseguiram, espremendo a amostragem ao máximo, foi mostrar que os homossexuais são 0,3 por cento daquele total. E olhem que aí estão incluídos até mesmo crimes sem motivação homofóbica provada. Assassinatos por homofobia são portanto uma fração infinitesimal no conjunto, e pretender fazer deles um risco máximo de segurança pública, uma calamidade endêmica necessitada de correção legal drástica, é uma empulhação estatística cujos autores, se todos os brasileiros fossem iguais perante a lei, deveriam ir para a cadeia por tentativa de obter privilégios do Estado por meios ilícitos.

Pior ainda é quando esses pilantras, vendo a fragilidade da gazua retórica que empregam, tentam se vacinar preventivamente contra a evidência matemática, alegando que têm poucos dados porque o medo de sofrer violência leva osgays a ocultar sua preferência sexual, diminuindo sua presença numérica nas estatísticas. A fraude aí é tripla. Primeiro, dá-se à falta de provas o valor de prova. Segundo, a presunção de violência anti- gay generalizada, que se alardeava provar mediante os altos números, é dada por provada e usada retroativamente como prova de que os números baixos valem como se fossem altos. Terceiro: inverte-se brutalmente o significado estatístico da homossexualidade oculta. Se, como presume o raciocínio, a maior parte das vítimas reais é invisível por se constituir de homossexuais secretos, então só pode ter acontecido uma destas três coisas: ou seus assassinos não sabiam que eles eram homossexuais, ou o souberam por algum tipo de inside information, sendo freqüentadores usuais do ambiente gay e portanto gays ou simpatizantes eles próprios, ou então tinham dons paranormais. As duas primeiras hipóteses excluem, por definição, a possibilidade do ódio anti-homossexual como motivação dos crimes. Na terceira reside a única esperança matematicamente viável de provar que existe um estado endêmico de homofobia assassina no Brasil.

Toda a argumentação em favor da lei dita “anti-homofóbica” é fraude, é engodo, é estelionato. Vamos permitir que os vigaristas que a inventaram nos ponham na cadeia?

Golpe De Estado II: O Dia Em Que O STF Roubou A Função Do Legislativo.

Meses atrás o STF aplicou um dos maiores Golpes de Estado que esse país já viu. A inclusão da união homoafetiva e a equiparação da mesma com a união heterossexual (atribuindo a ela “Direitos e Deveres Conjuguais”) vai muito além da mera inclusão e reconhecimento de uma classe. Vejam bem; “O Supremo Federal não tem usurpado a função Legislativa, o que o STF fez foi interpretar a Constituição à luz da sua densa princípiologia (olha como o cara fala, meu Deus do céu). O parágrafo 2° do artigo 5° permite o Judiciário a resolver controvérsias a partir de direitos e garantias implícitos”, afirmou.

Ora, acontece o seguinte: Não se pode haver “direitos e garantias” implícitos contra a letra da própria Constituição. Se a Constituição define o casamento como sendo entre homem e mulher, não tem princípio que possa abolir isso ai, meu Deus do céu. Que princípio implícito? Que direitos e garantias implícitos?
Outra coisa, o direito ao matrimônio ou “união estável” é aplicado ao homem e a mulher de maneira literal, ou seja, uma união para constituir família baseado na REPRODUÇÃO”. Quando aplicado a dois homens ou duas mulheres, não passa de uma figura de linguagem, não é um conceito exato. Agora o sujeito que confunde um termo exato com uma figura de linguagem, definitivamente é um TRAPACEIRO!

O casamento é definido UNIVERSALMENTE como uma relação baseada na DIFERENCIAÇÃO SEXUAL E NA REPRODUÇÃO. Como é que você pode falar casamento, sr. Thiago Fiago, como se ele fosse uma união como qualquer outra? Por exemplo como uma união comercial (sociedade comercial), onde qualquer pessoa pode fazer união com outra, seja ela até do 7° sexo.
Porém a relação matrimonial é baseada na diferenciação de papeis sexuais, onde portanto existe uma atribuição de DIREITOS E DEVERES CONJUGUAIS. Por exemplo, sr. Thiago Fiago, se eu parar de “comer” minha distinta esposa, ela pode ir no juíz e alegar que eu não estou cumprindo o meu dever conjugal. Agora, eu posso ir no juíz e alegar que minha esposa não está me “comendo”? Não! Pois isso está fora das definições dos papeis sociais. Eu tenho a obrigação de desempenhar a função masculina e ela a função feminina. É esta a definição dos Direitos e Deveres Conjuguais, que é a definição mesma do casamento. Agora, numa união homossexual, quem tem qual o dever conjugal? Quem tem o dever de “comer” quem, e quem tem o dever de “dar” para quem? Se o sr. não é capaz de definir isso, então o sr. não pode JAMAIS dizer que isso é uma união matrimonial em igualdade de condições com as uniões estáveis dos casais heterossexuais. Seus amiguinhos do STF estão mentindo, estão trapaceando.. E foram bem pagos pra isso! É pra isso que eles servem. Então essa MERDA de STF, não respeito mais isso, não acato mais ordens dele, podem me processar, podem fazer o que quiser. Não estou nem aí!

Em suma, como eu já havia dito antes, o STF deu um golpe no Legislativo pelos seguintes pontos:

1) “O Supremo incompetentemente “alterou” a Constituição, que, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar.”

2) “Apenas o Congresso que representa a VONTADE POPULAR da maioria, tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher.”

3) “É preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.”

4) “O conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e deveres.”

5) “A idéia de um terceiro sexo (decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo), portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”,
.

6) “A decisão do Supremo é corporativa e não resprenta os anseios da MAIORIA DEMOCRÁTICA e está fora do “contexto social” brasileiro. O país ainda não vê com “naturalidade” a união homoafetiva, e isto não pode ser imposto, e se quiser ser imposto QUE SEJA PELA VIA DEMOCRÁTICA, E QUE SE DECIDA PELO VOTO (PLEBISCITO).”

Tiro Pela Culatra.

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis e o Grupo Gay da Bahia pediram ao Conselho Federal de Psicologia (CFP) a punição, por crime de charlatanismo, dos psicólogos que participarem de Encontros Cristãos sobre Homossexualismo.

Os encontros costumam reunir terapeutas, pastores e missionários, e são, na maioria das vezes, promovidos pela Exodus, a maior rede mundial de ministérios cristãos de ex-homossexuais, e tem por objetivo oferecer uma alternativa de inspiração religiosa às pessoas que desejem retornar a uma conduta sexual compatível com a moral evangélica.

Segundo a denúncia que as entidades gays e lésbicas enviaram ao CFP, todo psicólogo que participar desses acontecimentos cometerá infração, porque:

1) A Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu o homossexualismo do Código Internacional de Doenças.

2) As propostas desses encontros “não têm o mínimo embasamento médico ou psicológico, mas se baseiam apenas em considerações religiosas altamente discutíveis”.

3) A Associação Psiquiátrica Americana acha os ministérios de ex-gays fraudulentos e prejudiciais.

Além do castigo dos psicólogos, os reclamantes exigem do Conselho Federal de Psicologia que denuncie publicamente a proposta desses encontros como “preconceituosa e discriminatória, inspirada em crendices religiosas”.

Do ponto de vista lógico, o que há a observar é o seguinte:

1) O fato de a OMS retirar o homossexualismo da lista de doenças quer dizer apenas que não há consenso científico suficiente para enquadrá-lo como doença. A implicação inevitável é que o homossexualismo não é um problema médico e sim um problema moral, sobre o qual cada um tem o direito de tomar posição conforme sua consciência: precisamente o contrário da conclusão que os gays pretendem tirar. A pretensão de proibir opiniões pessoais onde não haja consenso científico é absurda, além de totalitária. Mas, mesmo que houvesse consenso estabelecido, ir contra o consenso é um direito elementar e universal cuja negação implicaria automaticamente a proibição de emitir novas hipóteses e a paralisação, portanto, de toda pesquisa científica.

2) O homossexualismo é condenado, de maneira literal e inequívoca, no Antigo e no Novo Testamento, assim como nas escrituras sagradas dos muçulmanos, dos judeus e dos hinduístas. Qualquer fiel dessas religiões tem não somente o direito, mas o dever de proclamar sua repulsa a essa prática. Proibir que o façam é violar totalitariamente a consciência religiosa de mais de dois terços da humanidade (uma parcela bem maior que a dos gays e lésbicas, por mais espalhafatosa que seja esta última). Se o direito de louvar o homossexualismo não é apenas o oposto complementar do direito de censurá-lo, então já não se trata mais de justiça e direitos humanos, e sim da ditadura de uma minoria rancorosa e fascista. Ninguém, em sã consciência, pode aceitar isso.

3) Ao proclamar que as crenças que embasam os encontros são “altamente discutíveis” e opor a elas a opinião da Associação Psiquiátrica Americana, o documento deixa subentendido que esta última é, por seu lado, absolutamente indiscutível (o que é uma tolice monumental, mesmo porque em ciência, por definição, tudo é essencialmente discutível e aliás é científico justamente por causa disto).

Mas é do ponto de vista jurídico que as coisas se tornam ainda mais interessantes:

1) Oferecer uma alternativa religiosa, declarando que é religiosa, não é o mesmo que oferecer uma terapêutica dizendo que é cientificamente reconhecida quando não o é. Somente neste último caso poderia haver suspeita de charlatanismo. Não sendo verossímil que as entidades signatárias da denúncia ignorem coisa tão banal que a mais breve consulta ao Código Penal bastaria para confirmar, a acusação de charlatanismo configura nitidamente o crime de denunciação caluniosa (artigo 339 do Código Penal: “dar causa a instauração de inquérito policial ou de processo judicial contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente”). Sendo a denunciação caluniosa crime de ação pública , o CFP, tão logo receba o infame documento, tem a obrigação de solicitar imediatamente à Justiça que tome as providências legais cabíveis contra os criminosos: Associação Brasileira de Gays e Lésbicas e Movimento Gay da Bahia.

2) Depreciar como “crendice” os preceitos que condenam o homossexualismo na Torá, no Evangelho e no Corão configura nitidamente o crime de ultraje a culto (artigo 208 do Código Penal: “Escarnecer de alguém, publicamente, por motivo de crença ou função religiosa”). Os signatários da denúncia estão portanto sujeitos a responder também por este crime.

Corrigir a lógica capenga do documento gay é coisa que posso fazer, dada a minha condição de ofício. (Não precisa agradecer, que eu fico sem jeito.) Quanto à parte legal do caso, apelo aos advogados deste país (em especial ao Thiago Fiago e seus amigos do Judiciário) para que ofereçam uma espécie de “assessoria jurídica gratuita” aos seus amiguinhos da Associação e do Grupo Gay da Bahia, de modo a que estas entidades, ensandecidas pela sanha punitiva que lhes inspira uma doutrina fanática, não acabem se enrolando perante a Justiça, mais do que seria preciso para defender, de maneira sensata e dentro da lei, a causa que representam.

Militância Gay: Farpa Cortante Ou Verdade De Feirante?

Saudosos tempos aqueles em que os jovens esquerdistas (advogados ou não) investiam galhardamente contra cavalarianos armados de sabres! Hoje eles se reúnem às centenas para intimidar (ou pelo menos tentar) algumas pessoas através de redes sociais, minoria absoluta no tocante aos “influenciáveis”, e se acham uns heroizinhos por isso. Ou, montados no apoio do Estado e de ONGs bilionárias, se articulam maquiavelicamente para cortar os meios de subsistência de um pai de família que, perseguido e acuado em sua terra, vaga de país em país com a mulher e quatro filhos, rejeitado e humilhado por toda parte, sem ter onde cair morto (Júlio Severo).

Quem quiser conhecer a alma da juventude militante hoje em dia, dê uma espiada no site

http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/perseguicao-anticrista/12426-ativistas-gays-cortam-a-conta-de-julio-severo-no-paypal.html.

Em ambos os casos, os ativistas imaginam, sentem e acreditam, no interior do seu teatrinho mental, que são ousados combatentes pela liberdade lutando contra o centro mesmo do poder opressor, quando na realidade são eles próprios o braço do maior esquema de poder que já se viu no mundo, a aliança do Estado com os organismos internacionais, as grandes fortunas globalistas e a mídia em peso, todos juntos contra focos isolados de resistência, ingênuos e desamparados idealistas que, certos ou errados, nada ganham e tudo arriscam para permanecer fiéis a seus valores.

É a caricatura grotesca, a inversão total da coragem cívica, a perda radical do senso da equivalência de forças, das leis do combate honroso que um dia prevaleceram até em brigas de rua, entre malandros, e hoje desapareceram por completo nos corações daqueles que, para cúmulo de ironia, continuam se achando a parcela mais esclarecida da população.

Quem os ensinou a ser assim? Quem arrancou de suas almas o sentimento mais elementar de justiça, de honra, de amor ao próximo e até mesmo daquela tolerância que tanto exaltam da boca para fora, substituindo-o pelo ódio projetivo, insano, misto de terror, que só enxerga no rosto do oponente a imagem do demônio que os intimida por dentro e os leva a sentir-se ameaçados quando ameaçam, perseguidos quando perseguem, oprimidos quando oprimem, odiados quando odeiam?

Quem os ensinou a temer a tal ponto os argumentos vindos de uma voz solitária que, ao menor risco de ouvi-la, sentem a necessidade de sufocá-la com gritos e ameaças, e acreditam ser isso a apoteose da democracia, da liberdade e dos direitos humanos? Quem os doutrinou para crer que qualquer desafio às suas convicções é crime e não pode ser tolerado nem por um minuto? Será que foram Luiz Mott e Jean Wyllys?

Quem os ensinou a imaginar a estrutura do poder de cabeça para baixo, com dois ou três cidadãos isolados e sem recursos no topo, e o conjunto das forças internacionais bilionárias em baixo, gemendo sob o jugo implacável de algum Wellington Monteiro, Júlio Severo ou Olavo de Carvalho?

Quem os ensinou a enxergar “crimes de ódio”, imputáveis à consciência religiosa, em cada assassinato de homossexuais praticado por garotos de programa, com toda a evidência homossexuais eles próprios e desprovidos, é claro, de qualquer vestígio de escrúpulos religiosos? Quem os ensinou a proclamar, diante desses assassinatos, que “a Igreja tem as mãos sujas de sangue”, quando o próprio Movimento Gay da Bahia confessa ser a maior parte deles cometida por profissionais do sexo e até hoje não se exibiu nenhum, nem um único caso de homicídio cometido contra homossexuais por motivo de crença religiosa ou sentimentos conservadores?

Quem os ensinou a desprezar a tal ponto a realidade e apegar-se a lendas insanas, carregadas de ódio injusto contra inocentes que nunca lhes fizeram mal algum além de discordar de suas opiniões, e que não têm aliás o mais mínimo meio de defesa contra os ataques multitudinários e bem subsidiados que se movem contra eles?

Posso explorar essas perguntas em artigos vindouros durante anos, mas nenhuma resposta vai jamais atenuar a estranheza de um fenômeno deprimente, abjeto, moralmente inaceitável: a perda do sentimento de justiça e de honra por toda uma geração de brasileiros. Eu mesmo, quando li “O imbecil juvenil” em 2006, não esperava que o mecanismo sociológico ali descrito por Olavo de Carvalho se tornasse, por assim dizer, oficializado, consagrando como virtudes cívicas a covardia, o servilismo grupal e o assalto coletivo a bodes expiatórios desproporcionalmente mais fracos.

A Revolta Dos Rebeldes Sem Causa.

Minhas opiniões contrárias às pretensões legiferantes do Movimento Gayzista e os elogios que recebo diariamente pelo meu twitter parece que suscitou alguma revolta no galinheiro.

Com três dias de atraso, isto é, com a velocidade usual das suas conexões neuronais, Wilson Gomes e sua trupe composta por Thiago Fiago, Misantroppo, Filipe Costa, Pollyana Neri, entre outros, protestam contra a minha desmontagem do discurso vagabundo, invejoso e mendaz que eles fazem contra as religiões desse país, em especial o cristianismo. Wilson Gomes aproveita a ocasião para avisar que é “um galináceo viril, com crista rubra, peito altivo, esporão agudo, ameaçador”. Sei que isso é verdade. Meu cachorro já comeu vários desses bichos.

Ainda mal refeito do ovo monstruoso e disforme que botou a meu respeito com o título de “homofóbico!” (sim, com exclamação, para que ninguém pense que é pouca porcaria), Wilson Gomes, compilador de velhas teorias da conspiração que ele apresenta como suas e originalíssimas, cacareja que meus artigos e meu modo de pensar em relação a fraude, o engodo que o Movimento LGBT tenta impor no país, criminalizando opiniões e equiparando-as a crimes de violência extrema contra a comunidade homossexual, é totalmente retrógrado, fundamentalista e conservador. Aliás, como essa gente se apega à palavra “fundamentalismo. Me parece que eles não sabem que tudo tem fundamento, a matemática, ciência, gravidade, etc… Ninguém pula de um prédio de 25 andares porque acha que a gravidade é preconceituosa e fundamentalista por não mudar seus fundamentos para agradar o saltador. Pela exatidão de qualquer das três afirmações mede-se a veracidade das outras duas. Como eles também me acusam de calúnia, injúria e difamação, mas não dizem a quem caluniei, injuriei ou difamei, são eles quem, no mesmo ato, cometem esses três crimes contra mim, mas suponho que os faça também sob o efeito do seus traumas obstétricos – estado alterado de consciência do qual eles dão sinal alarmante ao gabar-se de ser “intelectuais de verdade” ( sic ).